
O exercício da auto formação é imprescindível
para formação do sujeito e principalmente em si tratando da formação docente. Esse
processo de auto formação e bem discutido por vários teóricos, que buscam
entender esse processo, para auxiliar nesse exercício de auto formação, alguns deles
já foram mencionados nesse blog. Um outro autor que discuti esse processo de
auto formação e Gaston Pineau.
No texto “A Auto formação no decurso da Vida” o auto vem acrescentar algumas discussões
a esse tema como as forças que contribui
para a auto formação.
Entre a ação dos
outros (heteroformação) e a do meio ambiente (ecoformação), parece existir,
ligada a estas últimas e dependente delas, mas à sua maneira, uma terceira
força de formação, a do eu (autoformação). Uma terceira força que torna o
decurso da via mais complexo e que cria um campo dialético de tensões, pelo
menos tridimensional, rebelde a toda a simplificação unidimensional. A
limitação da reflexão educativa à ação das gerações adultas sobre as gerações
jovens, as concepções fixistas e mesmo involutivas da vida, tornaram-nos em
grande parte "analfabetos" em relação a metade desta vida e incapazes
de compreender, e de dominar, o seu decurso cheio de contradições.
Conforme podemos notar, embora se
trate de auto formação, mesmo assim existe forças externas que influenciam
nessa auto formação Mesmo assim esse processo de auto formação está inseridos
em nossa vidas, entender esses processo ainda é complexo e conforme mencionei, existem
alguns teóricos que se aventuram em estudar esse processo inerente a nossa
formação e nossa vida abordagens como as dos ciclos de vida e das histórias de
vida em particular, que se aventuram neste decurso da vida, ou antes, nestes
decursos múltiplos de vidas diferentes e complexas, procuram analisar alguns
destes dados através dos macro-conceitos de heteroauto e ecoformação. Pineau
conclui dizendo que Esta tentativa tem de ser ainda transformada. Mas
parece-nos que para termos em conta a formação permanente do decurso da vida
devemos nos apoiar em constituintes elementares desta vida - o eu, os outros, a
natureza. Revolução paradigmática? Porque não? Depois do primeiro período,
paleo-cultural da heteroformação, que quis impor-se como o todo da formação,
parece despontar atualmente a idade neo-cultural da auto-ecoformação, que faz
do processo de formação um processo permanente, dialético e multiforme.
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