sábado, 5 de janeiro de 2013

A Auto Formação no Decurso da Vida


 


O exercício da auto formação é imprescindível para formação do sujeito e principalmente em si tratando da formação docente. Esse processo de auto formação e bem discutido por vários teóricos, que buscam entender esse processo, para auxiliar nesse exercício de auto formação, alguns deles já foram mencionados nesse blog. Um outro autor que discuti esse processo de auto formação e Gaston Pineau.
No texto A Auto formação no decurso da Vida” o auto vem acrescentar algumas discussões a esse tema  como as forças que contribui para a auto formação.
Entre a ação dos outros (heteroformação) e a do meio ambiente (ecoformação), parece existir, ligada a estas últimas e dependente delas, mas à sua maneira, uma terceira força de formação, a do eu (autoformação). Uma terceira força que torna o decurso da via mais complexo e que cria um campo dialético de tensões, pelo menos tridimensional, rebelde a toda a simplificação unidimensional. A limitação da reflexão educativa à ação das gerações adultas sobre as gerações jovens, as concepções fixistas e mesmo involutivas da vida, tornaram-nos em grande parte "analfabetos" em relação a metade desta vida e incapazes de compreender, e de dominar, o seu decurso cheio de contradições.
Conforme podemos notar, embora se trate de auto formação, mesmo assim existe forças externas que influenciam nessa auto formação Mesmo assim esse processo de auto formação está inseridos em nossa vidas, entender esses processo ainda é complexo e conforme mencionei, existem alguns teóricos que se aventuram em estudar esse processo inerente a nossa formação e nossa vida abordagens como as dos ciclos de vida e das histórias de vida em particular, que se aventuram neste decurso da vida, ou antes, nestes decursos múltiplos de vidas diferentes e complexas, procuram analisar alguns destes dados através dos macro-conceitos de heteroauto e ecoformação. Pineau conclui dizendo que Esta tentativa tem de ser ainda transformada. Mas parece-nos que para termos em conta a formação permanente do decurso da vida devemos nos apoiar em constituintes elementares desta vida - o eu, os outros, a natureza. Revolução paradigmática? Porque não? Depois do primeiro período, paleo-cultural da heteroformação, que quis impor-se como o todo da formação, parece despontar atualmente a idade neo-cultural da auto-ecoformação, que faz do processo de formação um processo permanente, dialético e multiforme.

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