O objetivo dessa postagem, e fazer uma relação do
texto de Elizeu Clementino de Souza “O EU, O OUTRO E AS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS
E CULTURAIS” com o filme dirigido por Jocelyn Moorthouse “Colcha de Retalho” e identificar
a contribuição de ambos na formação do sujeito, e principalmente na formação
docente.
O texto aborda
questões relativas à identidade e à diferença no cotidiano escolar e as
implicações nas práticas de formação. Discute os aspectos concernentes à
fabricação de identidades docentes. Elzeu inicia a discursão com a frase de Mário
de Sá Carneiro “Eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de
intermédio: pilar da ponte de tédio que vai de mim para o outro”. Uma das
principais discursões do texto é entender como o olhar do outro, de alguma forma,
sempre contribui para a formação do sujeito. Não apenas o olhar do outro, mas
também as experiências do outro contribuem no processo de formação na vida das
pessoas.
O filme Colcha de
Retalho conta que enquanto elabora sua tese e se prepara para se casar Finn
Dodd (Wynona Ryder), uma jovem mulher, vai morar na casa da sua avó (Ellen
Burstyn). Lá estão várias amigas da família, que preparam uma elaborada colcha
de retalhos como presente de casamento. Enquanto a colcha é elaborada, Finn ouve o relato
de paixões e envolvimentos, nem sempre moralmente aprováveis, mas repletos de
sentimentos, que estas mulheres viveram. Essa colcha de retalho é carregada de
simbologia, de histórias, cada uma representando uma lembrança, uma vivência,
um momento, vidas. E cada retalho que compõe a colcha traz uma simbologia.
O jardim de rosas amarelas, simbolizando o cenário de um grande amor. O retalho de Sophia Darling é o mesmo do seu vestido que usara no seu primeiro encontro de amor, representando ondas. A esposa traída confecciona em seu retalho objetos de pintura representando o seu amor.
O jardim de rosas amarelas, simbolizando o cenário de um grande amor. O retalho de Sophia Darling é o mesmo do seu vestido que usara no seu primeiro encontro de amor, representando ondas. A esposa traída confecciona em seu retalho objetos de pintura representando o seu amor.
Segundo
Elizeu “É na dinâmica da vida e nas histórias tecidas no nosso cotidiano que
aprendemos dimensões existenciais e experienciais sobre nós mesmos, sobre os
outros e sobre o meio em que vivemos”. (SOUZA, 2005, p.32) o filme Colcha de
retalho vai trazer exatamente isso.
Tanto o texto como o filme nos
remete fazer uma reflexão de como a influencia do outro contribui para nossa
tomada de decisão, à medida que construímos nossa identidade. O filme
traz muita sensibilidade, mostra-nos a colcha de nossas vidas, com sabores,
doces, amargos, cheiros agradáveis e ruins, cores que representam alegria e
tristeza, lembranças alegres e tristes. Portanto, entender a contribuição do outro no
processo de auto formação se faz necessário, pois com certeza, a partir de
todas as experiências e histórias de vida do outro, o sujeito se torna apto a
tomar decisões, mas é preciso pensar bastante, pois até mesmo as experiências
negativas contribuem para que o sujeito reflita na melhor decisão a ser tomada.
Em certo
momento no filme em que a avó cobre a neta com a colcha, o que nos faz lembrar que
a avó quis cobrir a neta com todas as estórias de amor que a colcha
representava, e de fato, podemos pensar que, de uma forma ou outra, nós somos
cobertos, desde o nosso nascimento pelas colchas tecidas por nossas mães, avós,
tias, e com isso elas queiram nos transmitir o amor que nos aguardou e nos
proteger do que nos aguarda na vida, e se isso fosse possível.
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