sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O EU, O OUTRO E AS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS E CULTURAIS




O objetivo dessa postagem, e fazer uma relação do texto de Elizeu Clementino de Souza “O EU, O OUTRO E AS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS E CULTURAIS” com o filme dirigido por Jocelyn Moorthouse “Colcha de Retalho” e identificar a contribuição de ambos na formação do sujeito, e principalmente na formação docente.
O texto aborda questões relativas à identidade e à diferença no cotidiano escolar e as implicações nas práticas de formação. Discute os aspectos concernentes à fabricação de identidades docentes. Elzeu inicia a discursão com a frase de Mário de Sá Carneiro “Eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermédio: pilar da ponte de tédio que vai de mim para o outro”. Uma das principais discursões do texto é entender como o olhar do outro, de alguma forma, sempre contribui para a formação do sujeito. Não apenas o olhar do outro, mas também as experiências do outro contribuem no processo de formação na vida das pessoas.
O filme Colcha de Retalho conta que enquanto elabora sua tese e se prepara para se casar Finn Dodd (Wynona Ryder), uma jovem mulher, vai morar na casa da sua avó (Ellen Burstyn). Lá estão várias amigas da família, que preparam uma elaborada colcha de retalhos como presente de casamento. Enquanto a colcha é elaborada, Finn ouve o relato de paixões e envolvimentos, nem sempre moralmente aprováveis, mas repletos de sentimentos, que estas mulheres viveram. Essa colcha de retalho é carregada de simbologia, de histórias, cada uma representando uma lembrança, uma vivência, um momento, vidas. E cada retalho que compõe a colcha traz uma simbologia. 

O jardim de rosas amarelas, simbolizando o cenário de um grande amor. O retalho de Sophia Darling é o mesmo do seu vestido que usara no seu primeiro encontro de amor, representando ondas. A esposa traída confecciona em seu retalho objetos de pintura representando o seu amor.
Segundo Elizeu “É na dinâmica da vida e nas histórias tecidas no nosso cotidiano que aprendemos dimensões existenciais e experienciais sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o meio em que vivemos”. (SOUZA, 2005, p.32) o filme Colcha de retalho vai trazer exatamente isso.
Tanto o texto como o filme nos remete fazer uma reflexão de como a influencia do outro contribui para nossa tomada de decisão, à medida que construímos nossa identidade. O filme traz muita sensibilidade, mostra-nos a colcha de nossas vidas, com sabores, doces, amargos, cheiros agradáveis e ruins, cores que representam alegria e tristeza, lembranças alegres e tristes. Portanto, entender a contribuição do outro no processo de auto formação se faz necessário, pois com certeza, a partir de todas as experiências e histórias de vida do outro, o sujeito se torna apto a tomar decisões, mas é preciso pensar bastante, pois até mesmo as experiências negativas contribuem para que o sujeito reflita na melhor decisão a ser tomada.
Em certo momento no filme em que a avó cobre a neta com a colcha, o que nos faz lembrar que a avó quis cobrir a neta com todas as estórias de amor que a colcha representava, e de fato, podemos pensar que, de uma forma ou outra, nós somos cobertos, desde o nosso nascimento pelas colchas tecidas por nossas mães, avós, tias, e com isso elas queiram nos transmitir o amor que nos aguardou e nos proteger do que nos aguarda na vida, e se isso fosse possível.

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